Apaixonarmo-nos tantas vezes. Ou não, não é.Analisemos o caso de Elsa Raposa, uma famosa modelo e empresária (?!) portuguesa.
Ao longo dos últimos anos quantos romances desta senhora não nos passaram pelas mãos, cada um mais apaixonante que o outro:
'este é que é o homem da minha vida'
'não, não, este é que é'
'afinal era este...'
'afinal vou casar pela sei lá.. quarta vez'
Será mesmo possível que uma pessoa se posso apaixonar tantassssssssssssss vezes?
Não afirmo que só deveremos ter uma única paixão mas amor. Isto é amor? Ou são pessoas psicologicamente fracas e sem noção da realidade.
Como é que deitamos a cabeça na travesseira e pensamos: que vergonha, hoje disse numa revista que amava loucamente o X. quando afinal amanhã vou casar com o Y.
É no mínimo estranho, não? Digo eu. Acho que teria vergonha de fazer afirmações tão certeiras e à primeira vista inquebráveis e no dia seguinte mudar logo de opinião, tipo vira-vento, vou para onde me dá o vento.

O amor é uma coisa estranha...
ResponderEliminarOntem, presenciei uma situação que julgara irreal mas não, era pura verdade e se eu não tivesse assistido certamente não acreditava.
ResponderEliminarUm casal na casa dos 45 anos, ambos divorciados, com filhos, tinham reencontrado 'o amor' há 6 anos junto um do outro. Tudo muito bem. Até que a relação se tornou obessessiva e o homem proíbe a mulher de se relacionar com a própria filha. Justificação: 'tenho medo de a perder'.
Obviamente a minha reacção foi um rolar de olhos, bem intencional e visível para que percebessem que a situação para mim não fazia sentido nenhum.
Mãe é mãe. Filhos são filhos. Maridos são maridos. Amigos são amigos. Há tempo para tudo.
O homem é uma personagem conhecida do grande público, principalmente no Norte, na minha cabeça só passavam pontos de exclamação bem grandes e os meus neurónios conversavam uns com os outros, enquanto eu fazia um grande esforço para que esses pontos de exclamação não chegassem à boca e saíssem disparados.
Claro que a história teria pano para um lençol, isto tudo para concordar com o/a Dylan, o amor (?) é uma coisa muito estranha, desenterra sentimentos, fraquezas, impulsiona a falta de orgulho, pisa o bom-senso. Alguém disse - o amor move montanhas.
Em certos casos move neurónios, deixando espaço para a obessessão.